A CBIC, junto ao Banco do Brasil e à Caixa, tem buscado soluções estratégicas e operacionais para melhorar a operacionalização do Programa. O assunto será debatido no 89º Enic

 

O diretor de Empréstimos, Financiamento e Crédito do Banco do Brasil, Edson Pascoal Cardozo, disse que a instituição trabalha para melhorar o departamento do crédito imobiliário em todo o complexo de agências distribuídas pelo país. “Esperamos que até o final do ano essa modalidade de crédito vá crescer e, com as taxas de juros em queda, o crédito vai ser o suporte do crescimento do setor em 2017 e 2018. Em 2019, queremos estar mais fortes oferecendo um produto mais simples e menos burocrático”, disse Cardozo, nesta terça-feira (23), durante a reunião periódica de acompanhamento do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV). Pascoal Cardozo fez uma exposição sobre as mudanças implantadas na instituição para melhorar o fluxo do repasse do crédito. Segundo ele, a instituição passou por uma reestruturação e aproveitou a situação de esfriamento do mercado para melhorar processos e aperfeiçoamento na concessão de crédito. Na ocasião, representantes das entidades associadas ressaltaram que há desencontro com relação às informações que chegam às agências locais. Fizeram várias críticas à qualidade das informações colhidas nas suas regiões. “Venho pedindo que se faça um seminário para que todos os responsáveis pela carteira imobiliária nas agências e superintendências tenham a mesma visão”, ressaltou Fábio Nahuz, presidente do Sinduscon-MA. Representando as associadas do Sinduscon-CE, Rodrigo Freire, disse que “não há boa vontade” nas agências locais. O diretor Cardozo afirmou, contudo, que o banco tem a disposição de se manter atuante no mercado de crédito imobiliário. Romero Reis, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (ADEMI-AM), observou que é desejo do segmento que o Banco aumente a sua fatia de participação no mercado, uma vez que a concorrência é salutar para todos. “É necessário que o banco faça chegar às unidades em todo o país a informação de que “o Banco estrategicamente não vai diminuir a sua atuação”. A preocupação deve-se à dúvida quanto à duração da crise financeira e que poderiam refletir na disponibilidade do Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço- Pró-Cotista.  Cardozo pediu o apoio das entidades presentes para difundir a informação que o Banco do Brasil não enxugou a área de crédito imobiliário. A questão dos correspondentes bancários ocupou boa parte da reunião do PMCMV. O Banco do Brasil explicou detalhadamente como se dá a seleção e a atuação dos correspondentes bancários. Uma queixa recorrente do setor diz respeito à existência de correspondentes qualificados somente em algumas cidades do país. O Banco do Brasil garantiu que não haverá pedido de desligamento que o Banco do Brasil não tenha correspondente para atender. Do lado da Caixa, a instituição informou que a Faixa Estendida já está em condições de operação. Quanto ao FAIXA 1 do PMCMV, a CAIXA divulgou que já receberam 620 propostas, o que equivale a 157 mil Unidades Habitacionais. Durante a reunião ficou decidido também que será realizada, no dia 7/06, uma reunião do Grupo de Trabalho CBIC e agentes operadores. A Caixa também divulgou os resultados da força-tarefa realizada para avaliação de contratos em repactuação. Segundo a Caixa, foram avaliadas 416 operações, que equivalem a 95,26% do total de casos, perfazendo um total de R$ 600 milhões.

 

CBIC – NEWSLETTER 23/05/2017  / EDIÇÃO 5900